03 julho 2002

Já que a parte ruim chegou ao fim, vamos falar de coisas mais positivas. Reagi ! Fui à luta ! Não vou me deixar abater facilmente ! Procurei um profissional pra me ajudar na relação com o meu inimigo psíquico. Recebi a estranha tarefa de questionar meus amigos sobre suas "reais opiniões" sobre meus defeitos, e a maioria das pessoas me ajudou bastante. Uma minoria não respondeu, mas eu contava com a ajuda deles também. Paciência, quem sabe numa próxima missão, eu escolha trabalhar o tema "frustração".Temão .

01 julho 2002

Por um lado, tudo isso foi muito bom, me libertou. Quando não temos ilusões, nem esperanças, pelo menos fica mais claro que o "aqui", já passou. Vou em busca de me tornar melhor, mas para gente também melhor. Onde o ego seja apenas parte das nossas personalidades, e não uma religião.
"Pra quê ficar juntando os pedacinhos
do amor que se acabou
nada vai colar,
nada vai trazer de volta
a beleza cristalina do começo
e os remendos pegam mal
logo vão quebrar
afinal a gente sofre de teimoso
quando esquece o prazer
Adeus também foi feito
pra se dizer
bye-bye, so long, very well..."

Guilherme Arantes
"O anel que tu me destes era vidro e se quebrou..."
E se você é membro desta turma e lê este blog, fica o recado: Entendi a mensagem, não vou mais torrar seus sacos com as minhas histórias pessoais. Quando estivermos reunidos, abrirei minha boquinha apenas pra dizer oi e tchau, mas acho que vocês terão saudades da Miss Qué cê !
E pra você que teve a coragem de me dizer o que todos pensavam, mas não tinham culhões pra me contar: meu muito obrigado, a única coisa que me entristeceu é saber que você sempre pensou como eles e também nunca teve coragem de falar. Infelizmente ou felizmente, tudo o que eu penso sobre você, eu já lhe disse desde sempre.
A crítica

Sempre estive aberta a rir dos meus próprios defeitos. E nunca sei o que fazer quando recebo elogios. Até anteontem achava que eu era "um tanto" popular. Me disseram que eu sou "metida". Na adolescência, um amigo já havia me dito que meu papo cansava, e eu entendi perfeitamente o porquê. Sempre gostei de um "papo cabeça" e nem sempre a grande massa tem saco pra discurso. Aos trinta e dois anos descubro que a impressão que eu passo aos outros é aquela que eu mais abomino. É um fato preocupante, pois se fosse proposital, bastava interromper, mas não é. Tenho orgulho da facilidade que tenho de dialogar com todo tipo de gente. Nicette Bruno diz que algumas críticas devemos simplesmente ignorar. Não sei se este é o meu caso. Dispendi um ano de carinho e energia com gente que me acha um porre. Isto me entristece. Devo ter responsabilidade pra analisar minha parcela de culpa, mas por um lado a tendência a achar que tanto sentimento jogado no esgoto,não merece tentar ser recuperado também é tamanha. Se eu sou realmente "chata", isto explica muita coisa, mas o que me preocupa é a origem da crítica. Se viesse de gente que eu respeito e admiro, beleza, mas pelo contrário, vem de pessoas as quais eu já tinha me condenado a um mero relacionamento superficial. Chega então aquele momento: absorvo ou ignoro ?
O mais interessante disto tudo, é que eu ainda fico magoada. Mas esperar algo daquelas pessoas era mera expectativa mesmo. Desde o primeiro momento eu sempre soube que não era a minha praia. Quando vou aprender ser como a maioria das pessoas que não se entregam num primeiro abraço ? Talvez quando eu aprender a valorizar os meus verdadeiros amigos, que quando me vêem errar, com apenas um bom papo, me fazem voltar para o caminho certo. Aquele que não tem medo de te olhar de frente e dizer: Chega, você está exagerando ! Erro básico: acreditar que todo mundo é meu amigo. Erro terrível: acreditar na sinceridade das pessoas.
Deu-nos uma alegria, mas levou de nós um anjo !



Volta Chico para o mundo da luz.


E alguém ainda tem dúvida sobre a nacionalidade de Deus ?