"Crescer é mudar o jeito de ver as coisas."
Louise Hay
22 julho 2003
E hoje, uma salva de palmas de parabéns, pelo aniversário da minha primeira menstruação. Faz 20 anos que eu menstruo, o que quer dizer que tenho pouco tempo de vida fértil pela frente. Por um lado pode ser traumático, mas por outro é como a tão sonhada aposentadoria que se aproxima. Imagina como deve ser incrível, parar de pensar no calendário, como três semanas sim e uma não. Delírio !!!
Agradeço também à tecnologia que inventou essa chuva de marcas e modelos de absorventes que torna a nossa vida menos cruel.
Em pensar que eu conheci um bom número de "senhouras" que usavam "toalhinhas" como companheiras dos dias de inundação.
Que venha o novo !!! Sempre !!!
Eu sou, eu sou, eu sou !!!
Eu sou neguinha
Eu tava encostada ali, minha guitarra
No quadrado branco-vídeo-papelão
Eu era o enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais
Que coisa à toa, boa boa boa boa
Eu tava com graça...
Tava por acaso ali , não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu e eu e eu e eu
A me perguntar:
Eu sou neguinha?
Era uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia
Eu me perguntava:
Era uma gesto hippie, um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
E era dança e dança ou não ou não ou não
Tava perguntando:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio
Carne nua nua nua nua nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim túnel, becos sem saída
E eu era a saída, melodia, meio - dia dia
Dia dia
Era o que eu dizia eu sou neguinha
Mas e outras coisas via um moço forte
E a mulher macia dentro da escuridão
Via o que é visivel, via o que não via
E o que a poesia e a profecia não tem mais vez
É o que parecia
que as coisas acontecem
Coisas supreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo ciclo que eu tento ler e ser
É apenas o possivel ou o impossivel em mim em mim em mim
e a pergunta vinha :
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Caetano Veloso
Eu sou neguinha
Eu tava encostada ali, minha guitarra
No quadrado branco-vídeo-papelão
Eu era o enigma, uma interrogação
Olha que coisa mais
Que coisa à toa, boa boa boa boa
Eu tava com graça...
Tava por acaso ali , não era nada
Bunda de mulata, muque de peão
Tava em Madureira, tava na Bahia
No Beaubourg, no Bronx, no Brás
E eu e eu e eu e eu
A me perguntar:
Eu sou neguinha?
Era uma mensagem
Parece bobagem mas não era não
Eu não decifrava, eu não conseguia
Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia
Eu me perguntava:
Era uma gesto hippie, um desenho estranho
Homens trabalhando, pare, contramão
E era uma alegria, era uma esperança
E era dança e dança ou não ou não ou não
Tava perguntando:
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu tava rezando ali completamente
Um crente, uma lente, era uma visão
Totalmente terceiro sexo
Totalmente terceiro mundo
Terceiro milênio
Carne nua nua nua nua nua
Era tão gozado
Era um trio elétrico, era fantasia
Escola de samba na televisão
Cruz no fim túnel, becos sem saída
E eu era a saída, melodia, meio - dia dia
Dia dia
Era o que eu dizia eu sou neguinha
Mas e outras coisas via um moço forte
E a mulher macia dentro da escuridão
Via o que é visivel, via o que não via
E o que a poesia e a profecia não tem mais vez
É o que parecia
que as coisas acontecem
Coisas supreendentes
Fatalmente erram, acham solução
E que o mesmo ciclo que eu tento ler e ser
É apenas o possivel ou o impossivel em mim em mim em mim
e a pergunta vinha :
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Eu sou neguinha?
Caetano Veloso
Claudinha minha flor, perdoa sua nêga que está aqui, publicamente ajoelhada, sonhando com clemência. Sei que tem uns seis meses de história pra pôr em dia, mas o importante eu resumo. Tá tudo cérrrrto, bisssscoito !!! Muito trampo, uma máquina na mão, um monte de idéias na cabeça e jogando juízo de balde pela janela do quinto andar.
Essa semana people : Anima Mundi. Imperdível !!! Quem quiser enfrentar a Maratona em minha singela companhia, é só me mandar um emailzinho pro endereço aí dos contatos.
No ano passado, estava desempregada e consegui ver trocentos filmes, esse ano só vai dar pra pegar os noturnos, mas já tá de bom tamanho... Rambóra meu povo...
No ano passado, estava desempregada e consegui ver trocentos filmes, esse ano só vai dar pra pegar os noturnos, mas já tá de bom tamanho... Rambóra meu povo...
Andei por aí, olhando muito mais que falando ou ouvindo, e tô voltando pra casa, cheia de flores, junto com a Primavera... Veja o que os meus olhos andaram vendo:aqui.
21 julho 2003
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