11 junho 2004



Quando olho um homem do outro lado da rua, ele é geminiano. Quando tenho vontade arrancar a roupa e cometer loucuras, ele é escorpião. Mas quando o sujeito anônimo por quem meus olhos passariam sem ver , invade minha alma e perturba o meu sono, esse sujeito é de câncer.


Cidade Mundo

Amanheci assustada, afinal gato escaldado de água quente da fria corre...
Exército nas ruas. Neste momento, da minha janela posso ver um caminhão e uns dez homens. E assim está minha cidade, sob vigilância.
Temi (veio à tona um passado não muito distante), antes de lembrar que hoje minha cidade é sede das Nações Unidas.
Há ainda um campeonato mundial de vôlei e outras tantas conferências para discussão do comércio no Mercosul. Cosmopolita até a veia.
Após assistir aos noticiários, peito cheio de orgulho, nesta segunda-feira, os trens da Cia Metropolitana começam a circular enfeitados por grafites dos Gêmeos e da Nina entre outros...Uma lindeza de banhar a alma.
Poluição, barulho, frieza, recobrindo uma lava de cultura, mistérios e liberdade. São Paulo é uma mulher feia, sedutora, cheia de charmes e manhas. Irresistível, e eu não nego minha paixão.

sobre os grafites, veja mais aqui e aqui.

07 junho 2004

Eu acredito na vida real
Vida Real

Você desconversa, você pode tapar o sol
E me desconcerta
Deixando o meu sangue sem sal
Você atravessa o sentido de cada sinal
Que eu mando de dentro do azul
Desse amor que é só seu afinal, só meu afinal
Tão forte querendo,
eu me multiplico por mil
Você não está vendo há uma coisa que é você e eu
Que brilha no espaço no tempo no céu e no chão
Que arde mesmo aquém e além
Desse jeito de eu dizer que sim e você que não
Um dia você vai voltar
Como numa canção do passado
Dizendo que fui muito burra
Em não atender ao chamado
Agora entre os dedos
Você deixa escorrer o mel
Se agarra a segredos e medos e ponto final
Mas é sempre assim
É uma regra maldita e geral
Ou feia ou bonita
Ninguém acredita na vida real

( na voz de Maria Bethania )

Entre amores e pseudônimos

O vício de amar, essa perturbação de adrenalina,
esse desassossego delicioso que cega...
São vidas enroscadas em novelos de fantasia,
fontes de irresistíveis desejos...
Gente que insiste em anestesiar a realidade com pílulas de ilusão.
Com os olhos iluminados pela luz artificial do transe,
essa gente teima em não ver os ácaros e a poeira
que sempre moram em cortinas e tapetes,
que invadem as almas e corroem a felicidade dos apaixonados.
Tirando a vestimenta das artimanhas, como serão os corpos nus ?
Aqueles corpos que se identificam, não apenas por iniciais ou nick names?
Como serão seus calores e cheiros no momento da entrega?
A hora da não mentira, o momento em que fala o selvagem, o imprudente, o sem juízo.
A carne e o membro.
O leitoso e o salgado.
Suas vozes e silêncios,
gemidos e delírios...
Haverá o real ?
Haverá beleza ou delicadeza ?
E se não há ?
Por que insistir nessa gana ?
Como evitar ?
Utopia sonhar ?
E o ser ?
A casa aberta,
a cerca tombada
a oferta
o "se dar"
se extinguirá nas malhas da rede?
Tola, sou uma tola.
Inapta a um tempo estranho,
onde fingir,
pode ser sinônimo de sobreviver.
Assim, prefiro não existir.
Se tiver que abafar a aventura que trago
na alma, me fecho em invernos
e desligo o pulsar.


Para que suas ilusões não devorem sua realidade, esteja atento, mantenha seus olhos bem abertos...


Uma das coisas mais legais que consegui aprender a meu respeito ao longo desses deliciosos anos vividos em minha companhia, foi que devo mastigar muito, engolir devagar, e respeitar o tempo da minha digestão. Sou faminta de vida, de sentimentos, de novidades. E às vezes, os sapos que costumo abocanhar são enormes, e para engolí-los sem ficar com "aquela coisa" travada na garganta, é melhor ir devagar. De preferência, bem devagar...


E família quer dizer "nunca mais abandonar"...
Eu adoro adotar monstrinhos com alto poder de destruíção...


Pela destruição em massa dos provérbios

Crianças acreditem. Quando alguém lhes disser: "Quem procura, acha", saibam, é verdade.
E cuidado, atalhos, nem sempre, são os caminhos mais curtos...


Eita joguinho mais ou menos...
Pelo menos estreei modalidade nova de torcida.
Mãinha enquanto é tempo, desarma essa rede...
Essa menina acaba fazendo bobagem nesse balanço...
Placar 1 X 1.
Sabe-se lá o que isso significa.