15 abril 2011

Os sábios astros ...

SOL EM TOURO, ASCENDENTE EM ESCORPIÃO – OS SEGREDOS DA VIDA E DA MORTE
Considerando que você nasceu num horário próximo ao pôr-do-sol, Symon, o seu signo ascendente é Escorpião, que forma um par-complementar com Touro, seu signo solar. Esta é uma das combinações mais poderosas do Zodíaco, e lhe confere um campo de força concentrado que fascina, magnetiza, marcas registradas de uma personalidade total, firme, objetiva e um tanto quanto obsessiva, que não descansa enquanto não chega ao fundo de uma questão.

A projeção do Sol para a zona oeste do céu na hora em que você nasceu sugere grande inteligência social e um interesse ativo pelo "outro" em sua vida. Você deseja compreender como os outros funcionam, o que os motiva. Este interesse ativo em seu próximo, aliado à sensualidade natural de Touro-Escorpião cria uma personalidade sedutora, com quem os outros desejam estar.

Precisa, Symon, tomar cuidado com teimosia demais. Tanto Touro, seu signo solar, quanto Escorpião, o ascendente, são dois signos de ritmo fixo, ou seja, obsessivos e teimosos. Há o lado positivo disso, que é o senso de realização, mas você pode ser radical demais, não enxergando bem as alternativas, pecando por inflexibilidade e dificuldade para se adaptar. Seus movimentos são lentos, de fato, mas são precisos.

Os mistérios da vida e da morte lhe fascinam, e você pode ter grande interesse por biologia, medicina e mesmo pelos assuntos "sexo" e "morte", ambos da alçada do eixo Touro-Escorpião. Seja lá qual for a área em que você venha a se dedicar, uma coisa é certa: suas perspectivas agudas não deixam pedra sobre pedra, e as pessoas não têm escolha, pois percebem que são levadas a mergulhar na vida com o máximo de profundidade que puderem. Escorpião ascendente convida a este mergulho total, e você tem toda a coragem e intrepidez para navegar por mares que os demais temem. E é isso o que lhe torna uma pessoa impressionante

31 março 2011

Dizem que sou louca, por pensar assim...

Bodas de Ouro - Antonia Rosa e José Maria


Existem coisas que de tão raras viram lenda.
Todo mundo sonha com um amor bacana, mas sabemos como é difícil dar um rumo de aconchego para as nossas relações.
Testemunhei por muitos anos o relacionamento dos meus avós e imaginava que era só esperar e um dia chegaria a minha vez...
Embora fosse uma relação carregada de estranhos padrões criados por eles dois, era tanto amor, tanta confiança, tanta independência e ao mesmo tempo eram tão amalgamados, que nunca duvidei que aquela era a "maneira certa" de se relacionar.
Nasceu aí o protótipo do que eu queria para mim, e como deveria me "comportar" para obter também aquele negócio quentinho gostoso dentro da alma.
Sonhei companheirismo. Tô contigo e não abro, juntos enfrentaremos o mundo e mê dê cá esta mão que unidos somos pau pra toda obra.
Jurava sério que esta  receita  todo mundo aprendia em casa e quando duas pessoas se encontravam passariam automaticamente a executá-la.
Ledo engano...
Tentei horrores...
Não havia me preparado para outro sonho de consumo amoroso.
Queria ...Queria...Queria...
Tentei me adaptar, tentei adaptar o outro, exigi, pedi, implorei, forcei barras, me humilhei, fiz birra, beicinho,charme... Nada !
Desisti.
Quase deixei de acreditar...
Guardei só um pouquinho de fé dentro do peito, nunca se sabe...
Daí outro dia, vendo tv, presencio uma cena que me remeteu a aquele meu "amor imaginário"...
Vê o video aí:



Conclusão: Ok, concordo, é raro, mas EXISTE.
E se existe como é que eu vou deixar de querer ?
Posso realmente ser maluca, mas não sou só eu...

pais de uma amiga, namorinho que durou 60 e tantos anos

30 março 2011

Eco-lógica


Ainda tentando ser honesta com os meus principios de Não fale, Faça...
Quando me mudei lá do balneário para cá, vendi diversas coisas, entre elas minha bike, que pelo contato com a maresia adquiriu uma boa área de ferrugem, e a bonita já tinha quase quinze anos...
Apresento-lhes: SILVER!
Agora tenho uma nova companheira, menina bonita, inteira de alumínio, brilharemos juntas, comeremos muita poeira e desafiaremos unidas os perigos do trânsito da Babilônia.
O projeto é ir para o trabalho pedalando e se tudo correr bem, em breve ir também pedalando para a escola.
Caso eu consiga atingir esta meta até Julho/2011 radicalizo e faço da bike meu meio oficial de transporte.
Ficamos com minha velha máxima pessoal:"Quem tem freio que me stop!!!"

Quanto tempo dura o amor...














29 de Março do ano de 2001
Neste dia eu tive a certeza, sim era ele, o tal amor.
"Ele é meu chão." "Ela é meu céu!"
Não sei explicar como, mas desde o instante em que botei meus olhos naquela criatura, o universo se encaixou numa equação matemática tão simples e tão clara que entendi perfeitamente o sentido de tudo.
Meu amigo Zé Maria diria ser o universo em contração máxima, tudo compactado ao extremo inimaginável, naquele exato instante onde tudo o que há se funde em si, e eu , e você, o universo, o amor , o ódio, o tudo e o nada são parte de uma mesmíssima coisa.
Naquele momento eu descobri o inteiro.
Como pode ser isto?
Como é que se olha pra cara de alguém que vem vindo na rua e se sabe:é ele.
Eu soube.
Meu racionalismo dá triplos carpados mortais de costas e não consegue explicar.
É claro que vivi este amor com a intensidade dos insanos. Não deixei escapar um único segundo daquela orgia sensorial. Experimentei tudo. Aquele toque, aquele cheiro, aquela temperatura, sabor, silêncio, presença, saudade, ciúme, som, ausência, suor, curiosidade, humor, história, dúvidas, alegria e fetiche. Tudo.
Eu que nunca tive cercas nem portas, me explodi em mim de tão repleta.
Virei planície.
E como foi bom.
Big Bang-se Symon!
Dez anos.
Tudo que há tende ao equilíbrio!
Depois da explosão a tendência é que a poeira assente.
Sou Terra. Posso ser fértil, seca, dura, quente, macia, úmida...
A força que arrasta quando as placas se separam, o jorro da lava, o abrigo, a esperança, e o peso.
Quando o amor me fez dizer "tchau", fui terremoto, fui avalanche, fui erupção e desmoronei.
"Fique feliz por ter vivido esta experiência" dizia ele.
"Sádico", pensava eu .
Dez anos.
Outros amores.
Outros eu.
Outros ele.
Outros nós.
Desato-os com maior habilidade.
Penso que conhecer o tal amor assim de perto seja algo pré destinado.
A duração deste encontro é realmente insignificante.
Poderia ter sido só um flash, ou ter se arrastado por séculos...
O que me intriga é a certeza do reconhecimento naquela mísera fração de segundos em que vi aquela criatura que vinha pela rua...
Eu soube.
E embora a despedida tenha sido também a maior experiência de horror que se possa viver, ser desterrado de sua própria alma, valeu.
Valeu a dor, valeu saber.
Talvez você tivesse mesmo razão: Eu agradeço ter vivido esta experiência !
Dez anos.
O amor continua igual, deve ser atemporal. Deve ser irracional e mesmo assim:eu sei.

Parabéns ao amor !

10 março 2011

Minha mãe dizia...

Quando esta menina está muito quietinha é porque está aprontando alguma !!!
E estava certa.
Estou aprontando mesmo...
Como quase tudo que eu havia projetado para fazer na decoração da casa já está pronto, onde eu ia colocar toda minha fúria artesanal???
Reformei umas roupas, tingi outras tantas, e comecei criar Acessórios...
Que delícia !!!
Criei alguns cordões, colares e fiz este aqui "inspirado" num recorte de revista antigo.

Eis o Colar de Frida Kahlo



02 fevereiro 2011

Dia 2 de fevereiro

Ela mora comigo faz tempoooo.
Quando criança, todas as vezes que cortavam meus cabelos, eles eram guardados para serem entregues ao mar.
Nunca aprendi nadar, mas me ensinaram desde  pequena  ao enfiar o primeiro pé na água, abaixe e toque a água com a mão direita , se benza e peça a benção.Nunca falhei.
Nem ela comigo.
A festa dela para mim é sagrada, e mesmo não podendo levá-la para se banhar no mar como fiz nos últimos anos, faço festinha particular.
Em nossa casa, as águas são dela, então enfeito tudo para que ela se sinta acolhida.
Dessa vez não pude pintar tudo de azul, mas usei uns ladrilhinhos pra alegrar... O lustre dá uma luz interessante, foi feito com restos de lã e contas que sobraram de seu altar.
Espero que ela goste do presente... Corri bastante para dar tempo...
Odoyá !!!

01 fevereiro 2011

Da série: Decoração 4Rs (Reaproveite, Reutilize, Repense, Reduza)

Toda pessoa que gosta de fazer artesanato tem sempre um mesmo problema: o acúmulo de restos de materiais.
Uns restinhos de tecido, umas metades de novelos de linha e lã, umas madeirinhas e pronto, tá feita a casa do "junta poeira".
E a gente sempre jura que vai usar aquilo tudo.
Resolvi fazer desta jura uma meta para 2011: reduzir os estoques a valores mínimos.
Tenho uma casa pra decorar, zero dinheiro no bolso e toda a vontade de semear belezuras...
Bora lá para: O estranho Mundo de Symon !

A SALA


Lustre feito com restos de miçangas que sobraram de uma cortina e um simpático pedaço de arame

Adoro fotografar, depois deposito as imagens no flickr, e quem não passa por lá fica sem ver, resolvi fazer minha primeira micro exposição:



Custo total do Projeto Brasilidades no Centro Cultural Symon Days : R$22,40
R$ 12,00 Molduras Usadas compradas no Lar Escola São Francisco
R$ 10,40 Impressão das imagens
Pintei as molduras com tinta do estoque.

Almofadas feitas de linha de blusas desmanchadas...(Será que gosto de cores fortes? huahuahuahuahuahua)
E pra terminar a sala quem disse que Symon resistiria à moda do adesivo na parede???
Se você não tem um quintal para plantar sua árvore, não se aflija, faça como eu SE ILUDA!


Plantei uma ilusão atrás do sofá!
Tinha restos de papel Contact verde, comprei o marrom R$ 8,00.

O sofá eu já contei a história, mas pra quem não leu: era a parte de baixo de um bicama e custou R$ 14,00 no Lar Escola São Francisco e gastei R$100,00 de materiais para reformar.
Por R$ 144,40 decorei a sala no projeto Decoração 4Rs


Agradecimentos ao:

Bazar Samburá - Lar Escola São Francisco
No Samburá têm novidades todos os dias. Produtos usados, oriundos de doações, são comercializados e a renda é revertida ao Lar Escola São Francisco.
Móveis, roupas, brinquedos, equipamentos ortopédicos, livros, lustres, vasos, louças, pratarias, pianos ...
Rua França Pinto, 783 - Vila Mariana - SP
11-5908-7899

ECO EGO

Se tem uma coisa que me agoniza é a hipocrisia.
Me agoniza tanto que não aguento nem a minha.
A gente vive dizendo que deve salvar o planeta, mas continua consumindo feito doido desvairado.
Eu sou consumista e pior, sou compulsiva, quando o desejo ataca é uma guerra de foice no escuro...
Mas eu decidi domar esse burro chucro na base da criatividade...
Consumo sim, material, e crio soluções baratinhas, fico feliz e pronto.
A decoração 2010/2011 foi baseada neste conceito: levante o traseiro da cadeira e comece a fazer aquilo que vc prega Dona Symon Days, assuma de vez essa brasileira-baiana-caatingueira-babilônica...
E assim fiz.
Tudo começou com a revolta de comprar água.
Passei dois anos em Paraty tomando água in natura, sem tratamento e nunca tive nada.
Aqui na Babilônia a água conhece todas as leis alquímicas de tratamento, me recuso comprar algo que não sei a origem e ainda pagar de novo por aquilo que sai da torneira.
Um filtro resolveria, mas eu tinha o suporte do galão e não vendem a parte superior separadamente.
Teria que comprar um novo.R$ 70,00. Mas eu ia ficar com duas bases? Não.
Adaptei. Comprei uma vela de filtro, inverti um galão velho, e cobri com uma tampa de pote plástico e tchanananam:


Liberdade ! Nunca mais comprar água. Fim da revolta. A vela custou R$10,00 economizei R$60,00. Eu deveria ser ministra da economia, huahuahuahuahua.
Meu apê foi feito no período mesozóico e não tem planejamento algum, o interruptor do interfone fica numa parede no meio da sala e o aparelho telefônico precisa de um apoio. Grana pra comprar uma mesinha? Não tem, e o espaço também seria uma quina ótima pra tropeçar...
Numa visitinha , vi no lixo da casa da minha avó uma bobina de fio elétrico, puft, materializou em minha frente minha mesinha de telefone.

Pintei de branco, colei um E.V.A. no pé para não arranhar o assoalho, encapei o tampo com um tecido velho, e pronto, gasto zero. Não é linda, mas é bem funcional. E ainda limpei o planeta.
E a saga continua...

06 janeiro 2011

Extreme Makeover (poor version)

Vive dentro de mim um operário com ganas de transformar tudo à sua volta...

Tudo que é estático me faz mal, meu conforto está na mudança.
Não aguento a mesma cara, a mesma casa, a mesma história... Não precisa trocar, apenas transforme.
Tenho muitos desejos. De repente abro uma revista e vejo um objeto que gostaria ter, o prazer não está em comprar aquilo, e sim fazer um "aquilo".
E se tenho qualquer material em casa que posso transformar em "aquilo", pronto tenho um orgasmo.
Me deleito virando dias e noites na construção da coisa desejada.
Tenho um prazer obsessivo pelo ato da criação.
Assim, vou pela vida transformando tudo ao meu redor, minhas roupas, minha casa, minha carreira, meus hobbies, e se vacilar mudo a casa dos outros, as roupas dos outros, a vida dos outros, huahuahuahuahua...
Estou à solta, cuidado comigo !!!
Tenho idéias demais dentro da cabeça, é preciso deixá-las voar.
O detalhe é: não tenho dinheiro, portanto faço sempre a versão baixo custo.
E também não fui agraciada com o dom da estética super apurado, mas improviso e pesquiso.
Esta semana conversando com a Fernanda, ela brincou que eu deveria ser consultora criativa de decoração.
Chorei de rir...Mas aquilo me perturbou de alguma maneira...
Claro que não posso ser uma consultora, mas como eu gosto de solucionar estas pequenas questões...
Resolvi então, registrar minhas aventuras domésticas e deixar aqui como recordação.

Na cozinha não dava pra fazer muita coisa, apenas pintei as paredes e o piso.

A cama eu fiz,  nas paredes usei cores que mudaram a cara de depósito de tralhas para algo mais sedutor... O Picasso na parede é uma legítima falsificação que produzi no meu curso de pintura.

Banheiro é o lugar onde mais me divirto, dá pra trocar tudo porque os utensílios são baratos, o revisteiro coletei numa caçamba , e também transformei um criado-mudo comprado em brechó nesta mesinha abaixo da pia.

A primeira casa foi mobiliada inteira com apenas R$1000,00, com o tempo fui brincando de casinha... Pintura das paredes, troca de piso e o aparador do 3º quadro tudo feito por mim.
De volta à Babilônia depois de dois anos a decoração está no ZERO. Mesmo assim registrei para que possamos ver o que vai virar daqui uns meses...

O sofá era a parte de baixo de um bicama, paguei R$14,00 em um brechó, gastei R$100,00 em materiais e reformei eu mesma.

Todas as imagens aumentam, basta dar um clique...